sábado, 19 de novembro de 2011

Capitulo 4 - Quando tudo parece estar bem, pense novamente.

Meninas, estou muito feliz, pois comecei um curso de fotografia, eu amo fotografia, e as aulas estão sendo muito boas. A Maria Alice agora aprendeu a gritar e quase mata a gente de rir...
Quando eu comecei a escrever esta história eu pensava na fazenda do Macuco, mas completamente reformada, hehehe... eu estou sentindo que estou tomando o espaço no blog, porque ninguém mais posta, só eu... então, decidi mandar os capítulos no e-mail de vcs... vou postar o capitulo 4 e vou manda no e-mail de vcs tbm, assim, que não recebeu, por favor me enviem o email de vcs, assim todo mundo lê... amo vcs... e estou esperando que alguém poste algo interessante... Estou morrendo de saudades...



4- Quando tudo parece estar bem, pense novamente.

- Alô!
- Oi João, é a Clara. Tudo bem?
- Tudo, e você? Aconteceu alguma coisa?
- É que eu não vou poder ir tomar sorvete com você hoje. – Eu respondi evitando usar a palavra “encontrar”. – É que a minha prima está passando mal, e eu resolvi passar o dia com ela, tudo bem pra você?
- Tudo bem, sem problemas. Tem algo que eu possa fazer por você, ou pela sua prima?
- Não. Está tudo bem, ela só está um pouco indisposta. Mas ela vai melhorar.
- Nós podemos nos encontrar amanhã então? – Eu nem acreditei, ele usou a palavra “encontrar”. Ops, porquê isto me deixou feliz??? Eu suspirei.
- Podemos sim. Com certeza. À que horas?
- Por volta das cinco da tarde, agente poderia tomar um sorvete, e depois tem uma coisa que eu quero muito te mostrar. Pode ser?
- Pode sim, agente se vê amanhã então. – Eu desliguei o telefone, e fui ver como a Júlia estava, hoje de manhã ela estava passando muito mal, e eu estou preocupada com ela, eu não sei se o mal que ela está sentindo será definitivamente passageiro.
Eu entrei no quarto e encontrei ela deitada. Ontem ela me pediu que não falasse com a vovó que ela ainda estava passando mal, ela disse que não queria preocupar a vovó, mas hoje ela ainda está passando mal, e eu não sei o que fazer.
- Ei Jú, como você está se sentindo? – Eu perguntei baixinho.
- Eu estou melhor Clara, é só este cheiro de bolo que está revirando o meu estômago.
- Vai passar. – Eu respirei fundo. – Jú, eu posso te perguntar uma coisa?
- Aham. – Ela respondeu balançando levemente a cabeça.
- Se você não quiser responder tá tudo bem okay?! – Ela balançou a cabeça novamente. – Jú, quando foi a última vez que você menstruou?
Ela arregalou os olhos, e levantou de uma vez da cama, e começou à procurar por alguma coisa na bolsa dela, ela tirou uma pequena agenda e começou a folhear, uma porção de coisas passaram pela face dela, surpresa, ânsia, medo...
- Dia 23 de Abril! – Os olhos dela encheram de lágrima, e ela se sentou no chão, se abraçou com as pernas e começou a chorar. – Não pode ser Clara, isto não pode ter acontecido comigo.
- Calma Jú, quando foi a última vez que você e o JP... amm... ficaram?
- Foi um dia antes do fim do nosso namoro. Mas eu estava tomando remédio.
- Se você estava tomando medicamento, então deve ser a comida mesmo. – Eu falei tentando conforta-la.
-  Mas o meu ciclo é certo, minha menstruação nunca atrasa. Mas isto pode ser porque eu troquei de remédio, e os enjoos também. – Elas disse aliviada.
- Jú, quando você trocou o seu remédio?
- Eu tomei o último do antigo em Abril e em Maio  eu tomei uma injeção, o farmaceutico disse que não iria interferir no meu ciclo.
- Ele não te disse que quando se troca de método, você deve usar preservativo? – Eu perguntei quase entrando em pânico.
- Não, ele não disse nada. E o JP sempre insistia em usar preservativo, mas desta vez eu pedi que ele não usasse. – Ela falou e começou a chorar novamente. – Eu terminei com ele Clara, e se eu estiver grávida e ele não quiser voltar pra mim? Meus pais vão me matar. – Ela agora soluçava.
- Calma, eu vou pedir ao Edu pra me levar na farmácia e comprar um teste de gravidez. Não se desespere até saber o resultado, e se você estiver grávida agente vai encontrar um jeito, se precisar até eu converso com o JP, vai dar tudo certo.
- Clara, eu não quero comprar um teste em Divinolândia, se não todo mundo vai saber. Será que o Edu me leva em Valadares? Eu posso ficar na casa da minha tia Fernanda. Assim eu vou ter tempo de pensar no que fazer.
- Okay. Eu vou falar com o Edu. Já volto.
Eu conversei com o Edu, e expliquei o que tinha acontecido, e pedi que ele nos levasse até Governador Valadares. Nós só teríamos que inventar uma boa desculpa para a vó Rose, e o Edu disse que isto sobraria pra mim.
Eu encontrei a vovó no escritório, que como o restante da casa, era impressionante, duas estantes cobriam a parede da direita, desde o chão até o teto, estas estantes estavam cobertas de livros, que pareciam ser bem antigos, na parede atras da mesa, tinham muitas fotografias, que eu ainda não tinha visto, todas as fotografias eram em preto e branco, e com molduras que combinavam com as mobílias antigas, mas algumas destas fotos eram recentes, para a minha surpresa, tinha uma foto da minha família, tirada no último Natal, e o meu pai estava na foto, tinham fotografias das famílias do Tio Bernardo e da Tia Cecília, mas também tinham fotografias antigas, de pessoas que eu não conhecia. Na parede da esquerda tinha uma janela que dava para a varanda, em baixo da janela, tinha uma mesinha, com um vaso de flores recém colhidas, que perfumavam o escritório, e um porta retrado com uma foto dos meus avós e os três filhos ainda pequenos.
Quando a  minha avó me viu, ela sorriu:
- Pode entrar Clara, eu não estou ocupada.
Eu entrei no escritório, ainda observando tudo. Eu retornei o sorriso da minha avó...
- Nossa! Quanta fotografia, e quantos livros... Seu escritório é muito... charmoso!
Ela sorriu ainda mais.
- Vem ver de perto. – Eu caminhei até a parede onde estavam as fotografias. – Estes são os meus pais. – Ela disse apontando para uma fotografia muito antiga, com um casal de aparência séria, o homem usava terno, chapéu e bengala, ele usava bigode. A mulher estava sentada numa cadeira, usava um vestido longo, com um laço na frente, um pouco abaixo do peito. Ela usava luvas e um penteado que pertencia ao início do século XX. – Aqui é no meu casamento com o seu avô, esta é a sua mãe quando era bebê... – a foto da minha mãe, era muito parecida com uma foto que eu tinha de quando eu era bebê, eu realmente era muito parecida com a minha mãe. A minha avó foi mostrando as outras fotos, dos meus tios quando bebês, outras da família reunida. Aquela parede era uma viagem no tempo.
- Vó, estas fotografias são lindas – eu falei passando os dedos sobre a moldura da fotos dos meus bisavós. Eu olhei para a mulher na foto mais uma vez, ela  era uma mulher linda, com traços perfeitos. – De que ano é esta fotografia?
- 1932, foi o anos que eles se casaram, e eu nasci dez anos depois.
- Uau! Ela era tão bonita, o rosto dela era perfeito. – Eu falei ainda olhando para a fotografia.
- A sua mãe me lembrava muito ela quando era mais nova, e agora você me lembra ela. – Eu sorri e olhei novamente para a fotografia, o formato do rosto, os olhos, realmente me lembrava das fotos da minha mãe quando tinha a mais ou menos 17, 18 anos. Eu sorri quando vi que eu tinha alguns dos traços da minha bisavó. A minha avó abriu uma gaveta e tirou uma pequena caixa de madeira, coberta por um fino veludo vermelho.
- Eu quero te dar uma coisa e gostaria muito que você aceitasse.
- Vó, eu não...
- Por favor. – Ela me interrompeu. – É importante pra mim que você aceite.
Ela tirou da caixinha um colar, bem delicado, com um pingente em forma de rosa, eu percebi que era o mesmo que a minha bisavó estava usando na fotografia.
- Vó, eu não posso aceitar. – Ela, sem dizer nada, colocou o colar no meu pescoço, e sorriu.
- Perfeito! – Ela exclamou.
Eu passei os dedos sobre o pingente e me olhei no pequeno espelho que estava em uma dos molduras, junto com os quadros. O colar era lindo. Simples, mas lindo.
- Ele é lindo vó, eu nem sei o que dizer.
- Não precisa dizer nada querida. – Ele fez um carinho no meu rosto, e se sentou novamente. – Você queria falar comigo?
Eu quase me esqueci de que eu precisava falar com ela.
- Sim vó, é que eu falei com o Edu, e eu queria muito ir à Valadares, ao cinema, é que eu não pude assistir este filme em BH, por causa da escola, então eu queria ir, e a Júlia quer ir também, eu queria saber se está tudo bem em ir?!
- Clara, a Júlia não está passando muito bem, e seu pé ainda está engessado...
- Então vó, eu acho que vai ser legal pra ela se divertir um pouco, e o Edu me ajuda. – Eu acabei me embolando demais...
- Olha, vocês vão, mas eu vou ligar para a Fernanda, a Tia da Júlia, para vocês dormirem lá, eu não quero o Edu dirigindo à noite.
- Tudo bem, eu vou falar com eles então.
 - Ah Clara, se você quiser ler algum livro, pode ficar à vontade, tem muitos livros bons na estante, eu sei que você gosta de ler.
- Obrigada vó, eu vou olhar depois, vai ser bom ter algo para ler. – Eu sorri e saí do escritório. Me encontrei com o Edu e a Júlia no quarto.
- Ela disse que pode, mas agente vai ter que dormir lá.
O Edu não gostou da ideia, pois ele teria que desmarcar um encontro com a Duda, mas mesmo assim ele nos levou sem perder o bom humor.
A viagem até Valadares foi longa e complicada, a Júlia passou muito mal, e nós tivemos que parar muito. Logo que chegamos, nós passamos em uma farmácia, e eu comprei três testes diferentes, para ter certeza, eu guardei os exames na minha bolsa, e nós fomos para a casa da Fernanda.
A Fernanda era magra, alta, aquele tipo de mulher que teria tido uma carreira de modelo de muito sucesso, ela tinha por volta de uns 40 anos, era muito bonita e educada, e nos deixou muito à vontade na casa dela. Como a Júlia só poderia fazer o exame no outro dia de manhã, nós resolvemos ir ao cinema, e ela concordou em ir, quem não gostou da ideia foi o Edu.
- Comédia Romântica? Vocês querem mesmo assistir “isto”?
- Edu, você sabe que eu gosto, e a Júlia ainda não este filme.
- Okay! Okay! Então vocês vão assistir, que eu vou dar uma volta pelo shopping.
- Tá bem, agente se vê daqui a pouco.
Eu e a Júlia fomos para a fila do cinema, ela olhou para o colar no meu pescoço por um longo tempo, instintivamente eu levei a mão ao colar.
- A vovó me deu ele hoje. – Ela parecia surpresa.
- Nossa, eu a pedi este colar um milhão de vezes, eu acho ele lindo, mas ela sempre dizia que ele era muito especial. Mas ela me deu este. – Ela mostrou o colar que ela estava usando, que também era delicado, e o pingente era em forma de coração.
- Ele é lindo também.
- Não tanto quanto o seu. Mas eu fico feliz que a vovó te deu.
Ela parecia sincera. Chegou a nossa vez de entrar no cinema, nós escolhemos o lugar na primeira fileira assim eu não teria dificuldades para subir as escadas. Assistimos o filme, suspiramos juntas algumas vezes. Quando o filme acabou nós nos encontramos com o Edu.
- O João ligou, eu falei que iria falar pra você ligar pra ele, eu sorri involuntariamente, pequei o telefone e me afastei do Edu e da Júlia para ligar para o João. O telefone chamou algumas vezes até que ele atendeu.
- Clara?!
- Oi João, tudo bem?
- Tudo e você, seu irmão disse que vocês estão em Valadares, está tudo bem? O seu pé piorou, ou sua prima?
- Está tudo bem, calma, é uma longa história, mas eu precisava vir, eu acho que minha prima vai ficar aqui em Valadares, mas eu e o Edu voltamos amanhã de manhã.
- Então o nosso encontro está de pé?!
- Está sim. – Eu respondi sorrindo.
- Nós nos vemos amanhã então.
- Okay, até amanhã!
-Até.
Eu desliguei o telefone, e fui me encontrar com a Jú e o Edu. Nós fomos para a casa da Fernanda, eu estava morta de cansaço, andar me apoiando nos outros e mancando, realmente é muito cansativo, só enquanto eu deitei, eu apaguei.

Por volta das 7:00 da manhã eu acordei com a Júlia chorando no banheiro do quarto, e encima da pia, três testes de gravidez... todos positivos.

2 comentários:

  1. EU com certesa não tenho o email da Jenny, Jully e Daphiny...

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  2. Aiaiii Júlia, olha só oq aconteceu menina...e agoraaa???
    Curiosa pra saber sobre o próximo capitulo =]

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