quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Okay meninas, segundo capítulo do meu livro, espero que gostem... Terminei o capítulo 10 hoje, essim que eu terminar o 11, e posto outro aqui... Amoooo vocês!!!


2- Até que não é tão ruim!



- Clara, Clara, acorda, a mamãe quer falar com você... – eu acordei assustada com o meu irmão me balançando, sem saber bem aonde eu estava, o dia ainda estava claro, foi aí que eu percebi que tínhamos chegado em Divinolândia. Bem de frente com o lugar onde estávamos estacionados tinha umas plantas que formavam o nome “DIVINOLÂNDIA” , bem grande, com algumas flores em volta, eu tenho que admitir, o lugar era até bonitinho!
O Edu me passou o telefone, eu olhei e estranhei, Divinolândia “pega” celular, wow, isto é bom!
- Humm?! Oi mãe!
- Filha, vocês chegaram bem?!
- Aham! Quer dizer, eu acho que sim, acabei de acordar, acho que vovó deve estar chegando.
- Okay! Qualquer coisa me liga. Se divirta pequena.
- Tá bem mãe, eu vou tentar. Te amo!
- Também te amo.
Eu olhei para o meu irmão:
 – Edu, você quer falar com a mamãe?
- Não, eu já falei com ela. Pode desligar.
-Okay. Tchau mãe. Dá um beijo no papai.
Me despedi da minha mãe, quando eu desliguei, vi um carro se aproximando, e uma senhora sorria para mim, ela tinha o cabelo loiro, obviamente tingido, a pele clara e enrugada pelo tempo, e um sorriso surpeedentemente acolhedor.
- Meus queridos. – disse a minha avó, olhando para mim e para o meu irmão. – Como vocês cresceram, estão lindos.
Ela nos abraçou, e continuou elogiando, eu me senti meio que perdida, não sabia como me comportar perto dela. Ela pediu para que nós seguíssemos o carro dela, pois o Edu não sabia como chegar até a fazenda.
O caminho até a fazenda da minha avó é lindo, depois que se sai da cidade, temos que subir uma serra com grandes árvores, com as folhas bem verdes e o caule grosso.  Se não fosse toda aquela poeira da estrada, eu diria que era um lugar perfeito. Pela estrada pessoas caminhavam, ou cavalgavam, parecia que tínhamos voltado no tempo, estas eram pessoas simples que viveram a vida inteira na roça, elas olhavam e acenavam, como se nos conhecessem. As casas perto da estrada eram antigas, muitas com as janelas de madeira pintadas de azul escuro, com árvores ao redor, e sempre com uma porteira na frente.
Chegando na casa da minha avó eu quase fiquei sem ar, eu não me lembrava como era este lugar. Um dos empregados abriu a porteira e tirou o chapéu para nos comprimentar, subimos um pequeno morro e casa veio à vista, perecia uma destas casas que você vê em novelas de época, com grandes janelas de madeira, uma varanda na parte da frente, com uma rede e algumas cadeiras, plantas ornamentavam a varanda, a garagem era em baixo da casa, e de lado tinha uma escada enorme que subia para a varanda, todos os detalhes de madeira estavam envernizados, e apesar de serem antigos, pareciam novos, a paisagem de frente com a casa era impressionante, tinha uma árvore enorme na frente, um cruzeiro com muitas flores em volta, um lago bem lá em baixo, e apesar de que nas proximidades tinham muitas plantações de eucalipto, ao redor da casa da minha avó tinham árvores que pareciam ter dezenas de anos.
- Podem entrar eu vou pedir que o Pedro entre com as malas de vocês, espero que vocês gostem dos quartos de vocês, eu tentei colocar algumas coisas que eu sei que jovens hoje em dia gostam. – a minha avó disse com esperança no olhar.
Ela foi nos mostrando a casa, que por dentro retratava o que se vê por fora, os móveis de época, mas muito bem conservados, era tudo perfeito, exatamente como nas novelas, eu via a hora que apareceria uma mulher vestida com vestido longo e rodado, com um leque na mão e falando “vós micê”, eu sorri com a possibilidade do meu pensamento. Quando entrei no quarto que eu ira dormir, quase fiquei sem ar novamente, eu ira dividi-lo com a Júlia, e ela estava deitada lendo um livro, o quarto era enorme, tinham duas camas com colchas imaculadamente  brancas,  um guarda-roupas de madeira maciça, combinando com as camas e com a mesa de estudos, que pra minha surpresa tinha um computador em cima; a cortina era branca também e combinava com as colchas.

A Júlia tem longos cabelos castanhos bem claro e grandes olhos azuis, ela é magra, tem a pele bronzeada, é um pouco mais baixa que eu, e está sempre muito bem vestida, nem parece que mora numa cidadezinha de interior, nós temos a mesma idade. Quando ela me viu ela deu um salto e correu para me abraçar, quase que ela me joga no chão...
- Clara! Eu nem acredito que você veio mesmo, eu achei que no final você iria desistir.
- Bem que eu tentei. – Eu disse sorrindo, quando eu olhei para a minha avó, ela estava de cabeça baixa, e eu me arrependi de ter falado. – Mas, as férias serão boas, eu acho! Que bom que você está aqui Jú, eu estava morrendo de saudades.
- Edu, você também veio!  – A Júlia deu um abraço apertado no Edu. – Clara, agente tem que conversar eu tenho monte de coisas para te contar!
- Meninas, fiquem à vontade que eu vou levar o Edu até o quarto dele. – A minha avó deu um sorriso, e saiu para mostrar o Edu o quarto dele.
Quando eles sumiram no corredor, a Júlia me pegou pelo braço e me sentou na cama.
 - Prima eu tenho que te contar um monte de coisas. – Ela me disse arregalando ainda mais os olhos azuis. – Meus pais foram para a Itália, você sabe né?!
- É eu sei, por isto você está ficando aqui não é? – Eu respondi me lembrando que a minha mãe tinha falado algo sobre a viajem da Tia Cecília.
- É, eles não queriam que eu ficasse em casa sozinha. – Ela falou rolando os olhos, como se isto fosse uma besteira. – Mas então, eu acho que vou mesmo pra BH, estou muito feliz por isto.
- Eu também estaria, nem sei como você conseguiu viver dezessete anos aqui. – Eu olhei pra ver a reação dela. – Bom né, que bom que você vai, a mamãe já está arrumando o quarto para você, você já sabe onde vai prestar Vestibular? Ou o que você vai fazer?
- Eu penso em fazer Veterinária, mas ainda não tenho certeza. Ainda há tempo para decidir.
- Eu vou fazer Letras. – Eu disse decidida.
- Ai, Letras Clara? Quem disse que professor ganha dinheiro?
- Mas é o que vai me fazer feliz, e é o que eu quero fazer. Mas como você disse, ainda há tempo para decidir. Mas eu não vou mudar de ideia.
Ela olhou para a porta para ter certeza de que ninguém estava ouvindo, e falou em voz baixa:
- Clara o filho de um amigo do meu pai voltou de BH no início do ano, ele está trabalhando na fazenda do pai dele aqui perto. Ele é tão lindo, logo que ele chegou nós fomos apresentados. E saímos juntos algumas vezes, até que ele me pediu em namoro.
- Então você está namorando? Como é o nome dele? – Eu perguntei animada pela novidade.
- Calma Clara, eu chamo ele de JP, e além de lindo ele é um cavalheiro, nós namoramos uns 2  meses, mas eu pedi pra terminar.
- Como assim, você é louca?
- Ai sei lá, as coisas estavam ficando muito sérias, e como eu quero ir pra BH, eu decidi terminar logo, para não sofrer depois.
- Mas você não gosta dele? – Eu perguntei com uma certa decepção.
- Gostar eu gosto, mas não acho que ele é a pessoa certa pra mim, sei lá alguma coisa parece que não bate sabe. – Ela suspirou. – Enquanto agente estava namorando, ele sempre me levava flores, ou chocolates, sabe aquelas pessoas “à moda antiga”? – Eu balancei a cabeça para dizer que eu entendi, e pensei que ele com certeza se “encaixava” na paisagem deste lugar, tudo parece à moda antiga. – Pois é, – ela continuou. – ele é assim. Mas mesmo assim alguma coisa parecia que não encaixava. Na nossa primeira vez, ele...
- Pera aí, – eu  a interrompi – não me diga que vocês... você sabe... – eu diminuí o tom de voz e perguntei com o rosto vermelho de vergonha. – Vocês tranzaram?
- Clara eu moro na roça, mas as coisas também acontecem aqui, ou você achava que eu ainda era virgem? – Ela perguntou parecendo meio frustrada.
- Eu não vejo problema em ser virgem, eu sou. – Ela me olhou como quem não acreditava. – Mas me deixa de lado, minha vida é absolutamente sem graça, termina de me contar.
- Então, – ela continuou – na nossa primeira vez, ele me levou para fazer um “picnic” na fazenda do pai dele, você precisava ver como ele pensou em tudo, comida, toalha para a gente sentar, ele foi carinhoso, como nenhum outro. – ela suspirou.
- Que lindo Júlia! Você terminou porque ele não quer que você vá para BH? Por que você parece gostar dele.
-  Sabe o que é, é que eu acredito que quando agente ama uma pessoa, agente sabe desde o princípio que não pode viver sem ele. Com o JP não foi assim, e eu acho que ainda gosto do Felipe. Quero dizer, o JP é legal, lindo, tudo o que eu sempre quis num namorado, mas quando eu penso no Felipe, ninha cabeça ainda gira.
- Júlia, ele te deixou aqui, esperando por ele, enquanto ele se divertia com um monte de meninas em BH. E você ainda gosta dele? – Eu perguntei incrédula.
- Ai Clara, eu sei que sou uma boba, mas o que eu posso fazer? Eu gosto dele, e não queria fazer o JP sofrer, por que se o Felipe voltasse e me pedisse pra voltar, eu não pensaria duas vezes. – Ela deitou de barriga pra cima na cama e ficou olhando pro teto. – Acho que está é uma das rasões para eu querer fazer veterinária na UFMG, é lá que ele estuda. – Ela suspirou e fechou os olhos.
- Jú, você acha que vale a pena? Porque você está trocando o certo pelo duvidoso.
- Eu não sei Clara mas eu quero arriscar.
Ficamos conversando por mais algum minutos, eu contei da viajem da Aline, ela me falou que a vovó colocou Internet via rádio na roça, assim eu poderia responder aos e-mails da Ali. Eu contei da escola, de como estavam as coisas em BH, e que eu nunca mais vi o Felipe, apesar dele ser amigo do Edu.
Por volta das oito da noite, o Edu e a vó Rose bateram na porta do quarto, dizendo que o jantar estava servido.
Eu sempre gostei de comida feita no fogão à lenha, franco caipira então, nem se fale, e minha mãe sempre disse que o da Maria, era o melhor que ela já tinha comido. A Maria trabalha com a vó Rose à mais de trinta anos, ele deve ter seus 50 anos agora, apesar de não aparentar. Quando ela me viu, foi logo elogiando e dizendo o quanto eu tinha crescido, e que eu estava linda, eu agradeci, e me sentei na enorme mesa da copa, com rosto vermelho depois de receber de tantos elogios.
A minha avó fez uma pequena oração dizendo que agradecia à Deus pelo alimento, e pelos netos dela estarem com ela por estas semanas. Eu estava começando a achar que eu iria gostar das férias.
Eu tive que concordar com a minha mãe, a comida da Maria estava deliciosa. Quando nós acabamos de comer, eu me retirei e fui para o quarto pegar meu pijama e ir tomar um banho bem quente e demorado. Quando saí do banho o Edu estava conversando com a Júlia, eles pareciam animados.
- Agente vai na cidade maninha, que ir junto?
- Edu, você não acha melhor você ir dormir um pouco, depois da viajem acho que era melhor você descansar.
- Ammm!!! - Ele fingiu estar pensando - Não. Eu acho melhor eu ir pra cidade e me divertir um pouco amanhã eu posso dormir até tarde. Você vem?
- Não, eu vou dormir, até por que eu não acho que vai ter nada de bom na cidade...
- Você é quem sabe. A Júlia vai comigo.
- Tudo bem, podem ir, e juízo vocês dois. – Eu olhei pra eles balançando a cabeça. – Eu vou dormir, porque estou morta!
Eles saíram, e eu apaguei a luz, coloquei os meu phones de ouvido, liguei meu Ipod, entrei debaixo das cobertas e apaguei...
*******************************************************************************************************************************
Eram quatro e meia da manhã quando eu acordei com a Júlia entrando no quarto, chorando. Eu pulei da cama e fui ver o que tinha acontecido.
- Jú, o que aconteceu, porque você está chorando?
- Eu odeio vomitar... – ela disse ainda chorando.
- Você estava bebendo Júlia?
- Não, eu não bebi, eu e o Edu chegamos cedo, eram umas 11:30, mais ou menos. É que eu cheguei com fome, e fui comer, pra dormir, eu acho que comi alguma coisa estragada, porque eu acordei passando mal.
- Eu vou buscar um remédio. – Eu me levantei e fui até a cozinha, procurar algum remédio, quando eu encontrei o que procurava, peguei um copo d’água e levei pra ela. Ela tomou o remédio ainda soluçando.
- Você vai ficar bem Jú, chora não.
Ela acenou com a cabeça, e cobriu os olhos com as mãos, eu apaguei a luz e me deitei para dormir outra vez...

7 comentários:

  1. HUUUHUUUU q legal, pena q eles( os cap.) são tao pequeninos queria ler mais, assim que terminar o 11 posta o 3.
    Ai ai eu e minha mente fértil já estamos pensando mil coisas milaborantes kk.
    Bjoss

    ResponderExcluir
  2. Capitulos curtinhos para vcs ficarem com vontade de ler mais... segunda feira eu posto o 3...

    ResponderExcluir
  3. Oi Lolozinha estou adorando seu livro, mal posso esperar pelo proximo capitulo, viajo nos detalhes e como se eu estivesse vendo as cenas...te amo muack!

    ResponderExcluir
  4. Que bom que vc está gostando Danizinha... tbm te amoooooo....

    ResponderExcluir
  5. Muito lindo Paloma, parabens...concordo que tem sempre um gostinho de quero mais, que nos faz viajar, criar os personagens em nossa mente, ainda mais quando se fala em divinolandia ne, ate parece que estamos na historia, acredita que no dia que li ate sonhei com a roca,e do jeitinho que vc descreveu no livro....to super curiosa para ver os outros capitulos, deve ser o maximo.....Fik com Deus...bjs

    ResponderExcluir
  6. Fico muito feliz que vcs estejam gostando, eu tbm fico viajando aqui... é bom ler uma história que nos faz sentir parte dela. que bom que vc gostou Ana, temmias um capitulo hj... amo vc...
    Paloma

    ResponderExcluir
  7. Uiuiiii que interessante, como eu pude perder isso?
    Estou amando Lolo...e minha cabeça já está pensando mil coisas, haha...seguindo pro próximo!
    Parabéns de novo,

    Bjinhos saudades!

    ResponderExcluir