quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Capitulo 3

Meninas, esta semana a Maria Alice descobriu o pé, ela fica só tentando pegar os pezinhos, está muito linda, o problema é que ela me acorda com chutes na cara, eu não sei como ela acha meu rosto no escuro, se vira na cama e começa a chutar, até eu dar atenção a ela. Cada dia que passa ela fica mais espertinha. (Foto de ontem)
Estou esperando a visita da Kevin agora, se Deus quiser mês que vem né Kevinha?
Estou tentando escrever um pouco a cada dia, para terminar logo o meu livro, aqui vai mais um capitulosinho, espero que vocês gostem. Amo vocês!!!


3- E então um anjo apareceu no meu caminho!


Eu acordei com um pouco de luz que entrava por uma fresta da janela e batia diretamente nos meus olhos, olhei para o relógio: 6:34 am. Resolvi me levantar para correr um pouco. Lavei o rosto calcei um tênis e peguei meu Ipod e minha blusa de frio, pois estava uma manhã gelada. Passei pela cozinha dei um bom dia para a Maria, peguei uma garrafinha d’água e saí pela porta dos fundos, já me alongando para começar a correr.
Correr em estrada de chão não é o mesmo que correr em asfalto, mas eu tenho que admitir que respirar o ar puro e correr vendo esta paisagem é uma sensação que eu nunca tinha sentido antes. Eu corri por quase uma hora, e encontrei um lugar lindo, tinha uma pequena cachoeira com uma casinha perto, uma árvore enorme na frente da pequena casa, parecia uma pintura. Eu me sentei na beira da estada e fiquei observando a casa. Por mais uma hora eu fiquei ali, sentada até que eu resolvi voltar. Eu estava correndo e olhando dois passarinhos que voavam de um lado para o outro, como se estivessem brincando de “pic-pega”, e eu não vi um buraco que estava na minha frente, eu pisei no buraco e caí, eu senti uma dor horrível se espalhando pelo meu corpo, por alguns segundos eu nem conseguia ver o que estava à minha volta tudo parecia estar escuro, eu me sentei segurando o meu pé direito, eu não sei se ele estava quebrado, mas doía muito, e eu não conseguia controlar as lágrimas que escorriam no meu rosto, daqui até a casa da minha avó era muito longe, eu não conseguiria andar até chegar lá, eu comecei a sentir medo de ficar ali, do Edu não me procurar por aqui, e se ninguém passasse por aqui?
Foi quando eu ouvi um carro se aproximando, o carro parou e eu abri os olhos, o que eu vi era difícil de descrever, o carro era uma pick-up e de dentro da pick-up desceu um rapaz, que devia ter uns 23 anos, alto, a pele clara olhos e cabelos castanhos claros, o rosto dele era perfeito, barba começando a crescer, e o cabelo dele estava meio que bagunçado, ele correu em minha direção e olhou nos meus olhos... Por alguns segundos eu me esqueci da dor no meu pé.
- Eu vi você caindo. Deixa eu ver o seu pé. – Para completar a voz dele parecia voz de anjo. As lágrimas ainda caiam dos meu olhos, e eu não encontrava a minha voz, não sei se pela dor, ou se pela presença inesperada, ele pegou meu pé com cuidado,  tocando suavemente o meu tornozelo, eu olhava para ele ainda de boca aberta, porque ninguém nunca me tocou com tanto cuidado. – Você não quebrou, mas é melhor te levar para o hospital, acho que você pode ter trincado, provavelmente vai ter que imobilizar o seu pé temporariamente. Está doendo muito?
- Um pouco. – Eu falei ainda em lágrimas. – Eu não vi o buraco, aí eu caí.
- Isto acontece! Eu posso te pegar no colo, ou você prefere só se apoiar em mim? – Ele olhou nos meus olhos novamente, desta vez com um sorriso perfeito no rosto.
- Eu posso me apoiar em você. – Ele colocou a mão na minha cintura e o meu braço sobre os ombros dele, e me levou até a pick-up. Ele ajeitou o meu pé com cuidado, mas o movimento me fez sentir dor novamente, e eu não pude evitar o gemido de dor que saiu da minha garganta.
- Desculpa, eu não quis te machucar, eu só quero ter certeza de que você está confortável. – Ele me olhou e deu um sorriso meio de lado. – Você está bem? Acha que dá pra ir até o hospital?
- Aham, vai dar sim, obrigada. – Ele deu a volta e entrou pelo outro lado, ligando o carro e acelerando. Nós estávamos mais próximos da cidade do que eu imaginava, quando chegamos no pequeno hospital, ele me pegou no colo e me levou até a recepção, falando com a moça o que tinha acontecido, ela abriu a porta e pediu que ele me colocasse numa maca dentro de uma sala que o médico já viria me ver.
- Você mora aqui perto? Eu posso ir avisar a sua família que você está aqui.
- Não, eu estou de férias, mas eu posso ligar para o meu irmão e pedir pra ele vir me buscar.
- Tudo bem, quer usar meu telefone? – Ele estendeu a mão com um pequeno celular, eu peguei o aparelho e disquei o número do Edu, para a minha surpresa, ele logo atendeu.
- Alô?
- Edu, sou eu...
- Clara eu te procurei a fazenda inteira, e vim pra cidade ver se você estava por aqui, o que aconteceu? De quem é este número?
- Longa história Edu, eu estou hospital, eu acho que trinquei o pé, você pode vir me buscar mais tarde? O médico já vem me ver.
- Eu estou indo agora.
Eu entreguei o telefone ao rapaz.
- Obrigada, eu nem sei o que teria feito se você não tivesse aparecido ali naquela hora.
Ele me olhou e sorriu.
- Por nada, mas será que eu posso saber o seu nome ou você ainda está com muita dor para falar?
Eu olhei pra baixo e senti meu rosto esquentar. Voltei meus olhos para ele e respondi.
- Clara. Meu nome é Clara e o seu?
- João. Prazer em te conhecer  Clara. – Ele estendeu a mão e eu a segurei tentando não tremer. – Não é todo dia que eu tenho a oportunidade de ajudar uma menina tão linda quanto você. – Ele deu um beijo na minha mão. – Então Clara o seu irmão vem te buscar?
- Vem sim João, mas eu quero muito te agradecer, muito obrigada mesmo por ter me ajudado. – Ele sorriu novamente, eu poderia ficar o dia inteiro vendo o sorriso dele.
- Não há de quê, pode acreditar, que eu que tive sorte em ter te encontrado. Eu tenho que ir trabalhar, mas agente se vê por aí certo? Tenha cuidado quando for correr. – Ele deu uma piscadinha, e beijou a minha mão novamente. Eu fiquei parada só olhando enquanto ele saia da sala, e o médico entrava.
O médico era um homem nos seus 60 e poucos anos, Dr. Pedrosa, ele era o médico da família da minha avó e quando eu dei o meu nome pra ele, ele logo pediu para que a enfermeira informasse à minha avó o que tinha acontecido.
O João estava certo, meu pé não estava quebrado, mas teria que ficar imobilizado por uma semana, depois do raio X o médico viu que realmente estava trincado. Depois de imobizar o meu pé, Dr. Pedrosa me passou alguns remédios pra dor, e me levou onde estavam a vovó e o Edu, preocupados me esperando. Eu contei o que aconteceu, e como eu tive sorte do João ter aparecido. Eles ligaram para a mamãe para dizer que tudo estava bem.
Eu fui para casa tomei um banho, e comi, eu me lembrei que nem tinha tomado café da manhã, eu estava com muita fome. Depois fui me deitar, encontrei a Júlia deitada, dormindo.
Por volta das seis da tarde, o Edu  entrou no quarto, dizendo que o João ligou e queria falar comigo...
- Olá... – Eu falei incerta do que dizer.
- Oi Clara, eu só queria saber como você estava, aproveitei que você deixou o número do seu irmão no meu celular. Espero não estar incomodando.
- Não, de forma alguma! Eu estou bem obrigada por ter ligado. Você chegou bem no seu trabalho ou achou alguma outra pessoa com o pé trincado na estrada?
Ele começou  a rir...
- Eu te disse que não é sempre que se tem esta sorte... Mas eu cheguei bem no meu trabalho, obrigado.  O seu irmão disse que realmente você trincou o pé.
-Pois é, mas poderia ter sido pior. Ainda bem que você me encontrou.
- Eu li em algum lugar que sorvete ajuda a sarar pé trincado. Você quer tomar um sorvete comigo amanhã? Seu irmão disse que te traz até aqui. Tem uma sorveteria ótima perto da igreja.
Eu nem pensei pra responder...
- Okay, pode ser, você tem certeza que o sorvete ajuda? – Eu disse brincando.
-  Tenho, e o sorvete do Pêpa é o melhor que eu já esperimentei. Cura qualquer coisa.
- Tá bem, eu acredito, eu te vejo amanhã então. Até..
- Até... – Ele desligou o telefone, e eu não pude esconder o sorriso no meu rosto, o Edu me olhou suspeito...
- Como está o pé maninha?
- Bem, obrigada.
- É impressão minha ou você gostou deste João?
- Ah Edu, o cara praticamente salvou a minha vida, eu só estou agradecida.
- Sei como é, este é o seu olhar de agradecida? – Ele me olhou com cara de apaixonado e joguei o travesseiro nele.
-Bobo!
- Ah Clara, eu conheci uma gata ontem, e vou hoje para encontrar com ela, mas a Júlia disse que não está bem, você quer vir comigo?
-Ai Edu, eu não sei se é uma boa ideia...
- Vamos, eu te carrego no colo, tem um pessoal que você vai gostar de conhecer, e eu quero que você conheça a Duda.
- Duda? O nome dela é Eduarda? – Ele balançou a cabeça. – Ai meu Deus, que coincidencia, Edu e Duda. Ninguém merece. – Eu suspirei. – Okay eu vou ver se a Júlia pode ficar sozinha, se ela puder eu vou com você.
- Tá, vou trocar de roupa e te espero.
Eu me vesti com muita dificuldade e fui encontrar a Júlia, ela estava encolhida no sofá assistindo novela, e com uma cara  abatida, e a vó estava fazendo carinho no cabelo dela.
- Jú, eu vou com o Edu na cidade, você se importa? Eu acho que nós não vamos demorar.
- Tudo bem Clara. Eu não estou muito bem, acho que vou dormir cedo também.
- Clara, você tem certeza que vai sair, não acha melhor deixar pra amanhã? – A minha avó disse olhando para o meu pé engessado.
- Vai ser rápido vó, e o Edu vai me ajudar.
- Tá bem, mas vá com cuidado, e não fique longe do seu irmão. Qualquer coisa ligue que eu vou te buscar.
- Ok! Qualquer coisa eu ligo. – Eu joguei um beijinho pra a Júlia e fui me encontrar com o Edu, que já estava com o carro ligado me esperando. Eu olhei pra ele de cima da varanda e falei:
- Eu acho que preciso de ajuda aqui. – Eu apontei pra o meu pé, e ele saiu do carro e veio correndo, me pegou no colo e me ajeitou no banco do carro.
- Acomodada ? Podemos ir?
- Podemos... – Eu olhei pra ele sorrindo, ele parecia ansioso. – Edu, como a Duda é?
- Ela é linda, inteligente, ela estuda lá na minha faculdade, mas eu nunca tinha conversado com ela, ela é tão educada, simpática, e eu espero ganhar um beijo hoje.
- Pera, para tudo, Eduardo de Menezes, você saiu com a moça ontem e não rolou um beijo? Não posso acreditar, cadê aquele garanhão de BH?
-Ha, ha, ha! – Ele disse sarcasticamente. – Você sabe que sei cuidar de uma menina quando ela vale a pena, e a Duda vale a pena, eu tenho certeza. E outra coisa, ela é diferente, não é atiradinha como as outras meninas, e eu gostei disto nela.
- Okay! – Eu falei segurando um riso, realmente imaginar o Edu levando uma menina à serio era difícil, ele sabe ser gentil, educado, agradável, mas daí a sair com a moça e não rolar nem um beijo, e ele estar ansioso para encontra-la era novo pra mim.
- Olha Clara, por favor, “não queima o meu filme” com ela tá bem, eu acho que você vai gostar dela.
- Tá bem, combinado, minha boca é um túmulo. – Eu fiz o gesto de “fechar” a boca como um zipper e pisquei pra ele.
Nós paramos em frente a uma lanchonete em uma pracinha da cidade, na frente haviam dois carros, um dele eu conhecia de hoje de manhã, e só de pensar em ver o João, meu coração já batia forte.
O Edu me ajudou a descer do carro e me levou até uma mesa onde estava uma moça um rapaz.

- Gente, esta é a Clara minha irmã; – ele disse apontando pra mim e depois apontou pra a moça e o rapaz. – Clara esta é a Duda e o primo dela Marcos. Eu estendi a mão e comprimentei os dois.
- Prazer em conhecer vocês.
- O prazer é nosso. – Disse a Duda com um sorriso verdadeiro no rosto. – O Edu falou muito de você ontem! E a Júlia, porque não veio?
- Ela está meio indisposta, acho que comeu alguma coisa estragada!
- Tadinha, já tem uns dias que tudo que ela come, faz ela passar mal, eu acho que é fritura, ela ama hamburguer e batata frita.
- É pode ser... – Eu sorri e comecei a olhar à minha volta, quando encontrei um par de olhos cor de mel olhando para mim, eu não pude evitar o sorriso que veio no meu rosto. Eu acenei e o João veio andando em nossa direção, ele comprimentou o pessoal, e eu o apresentei ao Edu.
- Edu, este é o João. João, este é o meu irmão Eduardo. – O Edu e o João deram um forte aperto de mão.
- Ô cara, obrigado por ter ajudado a minha irmã hoje.
- Não precisa agradecer, mas você se importa se eu rouba-la por alguns minutos?
O Edu olhou para mim, e sorri e mexi os lábios dizendo um “okay”...
- Tudo bem. – O Edu respondeu. – Mas não demore, porque ela tem que tomar o remédio para dor, daqui a 40 minutos. – Ele olhou para o relógio e piscou  pra mim.
- Tudo bem Eduardo, eu não vou rouba-la por muito tempo. – Ele olhou pra mim e estendeu a mão, eu peguei a mão dele e me levantei, ele abraçou a minha cintura e colocou meu braço sobre os ombros dele. Nós simplesmente atravessamos a rua e nos sentamos em um banquinho na praça.
- Que surpresa você por aqui, pensei que você deveria estar de repouso hoje. – Ele falou com um tom sério na voz.
- Eu vim só um pouco, ontem meu irmão veio, mas eu quis descansar, e ele queria me apresentar a Duda, acho que ele está à fim dela...
- Ahhh, eu percebi, ainda bem que o primo dela também percebeu e já saiu de lá, assim eles podem conversar com mais privacidade.
Eu olhei e vi o Edu segurando a mão da Duda, e conversando olhando nos olhos dela, definitivamente meu irmão estava apaixonado.
- Então você me tirou de lá para dar privacidade ao meu irmão?! – Eu perguntei meio decepcionada.
- Não, imagina, isto foi só uma desculpa. Como você está se sentindo Clara? – Ele me olhou com preocupação.
- Eu estou bem. Dói um pouco ainda, mas eu vou sobreviver. – Eu falei com uma expressão solene, esperando que ele fosse rir da minha brincadeira.
- Quando você quiser seu remédio,me avise que eu vou buscar tá bem? – Ele falou com a voz séria!
- Obrigada João. – Eu respondi sussurrando. Ele segurou a minha mão a beijou carinhosamente.
- Me fala um pouco de você Clara, onde você mora, o que faz por aqui? – O tom de voz dele era animado e interessado!
- Bom, eu moro em BH, com os meus pais, estudo... e vim passar as férias na roça da minha avó vou ficar por três semanas...
Ele me fez perguntas sobre escola e os lugares que eu gostava de ir, eu descobri que ele morou perto da minha casa enquanto fazia faculdade, ele fez Veterinária, e agora trabalha nas fazendas locais, cuidando dos animais.
- Eu voltei para Divinolândia em Janeiro, ainda estou me acostumando aqui, mas eu gosto da paz, do silêncio e principalmente do céu estrelado. – Ele falou olhando para o céu. Eu segui o olhar dele o vi o céu cravado de estrelas, alguns lugares parecia até pó, de tanta estrela. Eu respirei fundo e senti o cheiro dele, eu fechei os olhos por uns instantes deixando que o cheiro dele tomasse conta de mim.
Quando eu abri os olhos, ele estava olhando pra mim sorrindo...
- O que foi?! – Eu disse sentindo meu rosto esquentar.
- Você é tão linda! – Ele suspirou. – Me  desculpe, mas à luz das estrelas você é ainda mais linda. – Ele olhava pra o meu rosto, como se estivesse vendo uma flor pela primeira vez. Eu senti minha bochecha queimar mais uma vez.
- Obrigada. – Eu sorri com timidez, eu queria dizer que ele também era lindo, mas a minha timidez não deixou, então eu desviei o meu olhar, eu olhei para o meu irmão que agora acariciava delicadamente o rosto da Duda, e ela sorria pra ele, por alguns segundos eu senti que estava invadindo a privacidade do Edu e virei o meu rosto rapidamente pra o lado que o João estava, pra minha surpresa ele continuava olhando pra mim, mas estava com o rosto perto, muito perto. Eu senti a respiração dele, o cheiro, os olhos dele queimando nos meus, minha cabeça girou e antes que eu fizesse algo que eu pudesse me arrepender virei novamente o rosto e pisquei algumas vezes deixando que o efeito inesperado passasse. Eu respirei fundo.
- Ahh, João, eu acho que preciso do meu remédio, você se importa?
- Absolutamente. – Ele disse ainda olhando fixamente pra mim. Ele sorriu aquele sorriso perfeito. – Só um minuto. – Ele se levantou e caminhou em direção à mesa do meu irmão, um pouco sem graça por estar “quebrando o clima” entre o Edu e a Duda.
Enquanto ele estava lá, eu tive tempo de refrescar a minha cabeça. O João mexeu comigo, de uma forma inesperada, mas será que eu estou apaixonada? Eu pisquei algumas vezes tentando entender o que estava acontecendo. Eu o conheci hoje, não, eu só estou impressionada com ele, por ele ser tão bonito, gentil, educado e ainda ter me “resgatado” quando eu achei que ficaria ali, sem ter ninguém pra me ajudar. É, definitivamente era isto, eu estava só agradecida, não apaixonada!
Enquanto eu chegava à esta conclusão, o João se aproximou de mim.
- Aqui, o Edu disse que você tem que tomar estes dois. – Ele estendeu a mão com dois comprimidos e me entregou o copo d’água, ele percebeu que eu fiz cara de choro quando peguei os remédios. – Clara, você está sentindo muita dor? – Ele perguntou preocupado. – Eu posso te levar ao hospital se você quiser.
- Não, não, é que eu odeio tomar remédios. – Eu olhei pra ele e sorri sem graça. – É só isto mesmo, não precisa se preocupar.
- Ok! – Ele respirou aliviado. ‘Tá aí mais uma coisa que me deixou confusa, como ele poderia se preocupar tanto comigo? Ele acabou de me conhecer, será que ele é assim com todo mundo? Mas a forma que ele olhava para mim, parecia tão única, eu nunca senti um olhar tão intenso, um olhar que parecia queimar.Coloquei os comprimidos na boca e tomei a água deixando que eles descessem pela minha garganta. O João sorriu pra mim...
- Não foi tão ruim, foi? – Ele perguntou. -  Eu balancei a cabeça e desviei o meu olhar.
- Obrigada João! – Eu agradeci sinceramente. – Você nem me conhece e está sendo tão atencioso comigo...
- Não tem que agradecer. – Ele pegou o copo das minhas mãos. – E eu ainda não te conheço bem, mas pretendo, se você me permitir, claro. – Ele olhou pra mim levantando as sobrancelhas para enfatizar o que ele acabou de dizer. Minhas bochechas coraram mais uma vez...
- Claro! – Eu respondi. O Edu se aproximou.
- Eu odeio interromper, mas acho que é hora de ir embora né?! – Eu percebi que ele estava segurando a mão da Duda, e tinha um sorriso enorme no rosto. Eu olhei pra ele e sorri também.
- Ok! -  Eu respondi ao Edu. – Até mais João. – Eu falei ainda sorrindo. Ele segurou a minha mão e deu um beijo, fechando os olhos no processo. O ar escapou dos meus pulmões.
- Até amanhã Clara. – Ele respondeu sorrindo. – Não se esqueça do nosso sorvete.
- Pode deixar que eu não me esqueço.
O Edu se despediu da Duda com um beijo no rosto, e ela e o primo seguiram uma direção, enquanto o João entrou novamente na lanchonete e eu e o Edu voltamos para casa. No caminho de volta do Edu me contou da conversa dele com a Duda, e que ele queria leva-la à sério, (o que me surpreendeu bastante), e que eles ainda não tinham se beijado, o que fazia dela ainda mais especial pra ele, eu comecei a admirar a Duda, eu nunca imaginei meu irmão deste jeito. O Edu tinha razão, eu gostei da Duda. Eu não quis falar muito do João, pois nem eu tinha muita certeza do que eu realmente sentia.
Quando chegamos em casa, o Edu me ajudou a subir as escadas, e eu fui direto pra o quarto, e mais uma vez encontrei a Júlia, enrolada num canto da cama, como os olhos vermelhos, ela estava completamente pálida

3 comentários:

  1. QUE LINDA A MARIA ALICE, DEUS ABENCOE...
    QUE LINDO TAMBEM ESTE CAP. EM...EH DE ARRANCAR SUSPIROS, GOSTEI, MAS FIQUEI AINDA MAIS ANCIOSA PARA SABER O QUE VAI ACONTECER COM ESSES ROMANCES...SERA QUE O JOAO EH MESMO GENTE BOA? QUE A DUDA VAI CONFIAR NO EDU E QUE ELE REALMENTE VAI LEVA-LA A SERIO? O QUE ME RESTA EH SO ESPERAR NE...AH!ESSE CAP. DEU ATE AGUA NA BOCA, SO DE LEMBRAR DO SORVETE DO TIO PEPA..UM DELICIA, COMO QUERIA SER A CLARA NESSAS HORAS...
    PARABENS PALOMA...BJS...

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  2. Aiaia lolozinha, concordo com a Ana estou adorando seu livro, e anciosa para os proximos capitulos, bom nao sei se a casa da avo da Clara e a roca do macucu nao , mais sempre que estou lendo imagino as cenas acontecendo la, e hj pude ver direitinho a cena da sorveteria, e acho que ate eu estou me apaixonando pelo Joao, nem posso esperar pelo encontro dos dois amanha, como vai ser wow ... Parabens lolo, hun e a sua mocinha esta muito muito linda e esperta ne... bjoquinhas te amo !!

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  3. Que lindeza mô Deus! Tanto da fofa da Maria Alice quanto do doce capítulo q vc dividiu aqui conosco...
    estou encantada com o Livro...e esse capitulo definitivamente mexeu com o coração, deu brilho nos olhos e despertou muita curiosidade!

    Bjinhos ansiosos!

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